sábado, 5 de agosto de 2017

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DO MARANHÃO EMPOSSA O CONSELHO CONSULTIVO DO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO MARANHÃO

No dia 19 de julho de 2017, em cerimônia no auditório da Superintendência do Patrimônio Cultural do Maranhão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo SECTUR MA, às 15 horas, foram empossados os seis membros do Conselho Consultivo do Patrimônio Imaterial do Maranhão. O Conselho tem entre suas finalidades subsidiar na análise dos pedido de registro de manifestações da cultura simbólica do Estado como Patrimônio Cultural Maranhense de Natureza Imaterial como saberes, formas de expressão, linguagens, rituais e festas, entre outras.





Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial.

A cerimônia contou com a presença da Secretária Adjunta de Cultura Vanessa Leite, com o Superintendente de Cultura Popular Carlos Lula e o Membro do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN Luis Phelipe Andrreas.


Composição do Conselho Consultivo do Patrimônio Imaterial MA:
TITULARES
Sra. Izaurina Nunes - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN Maranhão;
Sra. Maria do Socorro Guterres - Secretária de Estado Extraordinária de Igualdade Racial do Maranhão - SEIR;
Sr. Jandir Silva Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão - SECTUR;
Prof. Dr, Greilson Lima - Universidade Estadual do Maranhão - UEMA;
Sra. Márcia Jane - Sociedade Civil - Conselho Estadual de Cultura do Maranhão;
Profa. Mestra Sra. Christiane Mota - Sociedade Civil Notório Saber.


SUPLENTES
Sra. Danielle Faccin Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN Maranhão;
Sebastião Júnior - Secretaria de Estado Extraordinária de Igualdade Racial - SEIR;
Sra. Carollina Ramos - Diretora do Museu Histórico do Maranhão - SECTUR
Profa. Dra. Valdira Barros - Universidade Estadual do Maranhão UEMA;
Sr. Armando Nobre - Sociedade Civil - Conselho Estadual de Cultura do Maranhão;
Prof. Mestre Gerson Lindoso - - Sociedade Civil Notório Saber.

Na cerimônia foram apresentados os Livros de Registro do Patrimônio Imaterial, oficialmente abertos pela manhã, pelo Secretário de Cultura e Turismo Diego Galdino Araújo.



Para o Secretário o momento foi de extrema relevância por de fato se materializa a Política de Preservação de Besns Culturais de Natureza Imaterial do Maranhão instituída pela Lei Estadual 10.514/2016.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PREFEITURA DE SÃO LUIS REALIZA OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS PARA PONTOS DE CULTURA


Nos dias 01, 02 e 03 de agosto ocorre a oficina de elaboração de projetos culturais para 40 novos pontos de cultura que compõe a Rede São Luis de Pontos de Cultura resultante de Edital de Premiação para desenvolvimento do projeto REDE DE PONTOS DE CULTURA DA POLÍTICA NACIONAL DE CULTURA VIVA NO MUNICÍPIO DE SÃO LUIS - MARANHÃO. A Política Cultura viva foi criada em 2014 pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura para garantir a ampliação do acesso da população aos meios de produção e fruição cultural.


PONTOS DE CULTURA são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades reconhecidos e certificados pelo Ministério da Cultura. Entre os beneficiários e protagonistas do Cultura Viva estão a juventude e os grupos tradicionais vindos da periferia e do interior passando pela cultura digital aos povos indígenas.
Além de capacitar estas organizações para preservação do patrimônio cultural imaterial de São Luis o projeto pretende fomentar o reconhecimento, a articulação e o fortalecimento da Rede Cultura Viva na Cidade. As oficinas iniciaram no dia 06 de julho e se estenderão até setembro, no Convento das Mercês, Praia Grande, em São Luis, de 08h às 18h.


PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS
Dia 06/07 - Oficina Cultura Viva
Dia 1707 - Oficina de Cultura de Rede
Dias 18 e 19/07 - Oficina Redes Associativas
Dias 01/02 e 03/08 - Oficina de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos
Dias 15 e 16/08 - Oficina de Comunicação Visual e Portfólios Culturais
Dias 29 e 30/08 - Oficina de Cultura Empreendedora
Dias 12, 13 e 14/09 - Oficina de Comunicação Comunitária


REDE DE PONTOS DE CULTURA DE SÃO LUIS - MARANHÃO

quarta-feira, 17 de maio de 2017

EDITAL DE MESTRES DA CULTURA DO MARANHÃO VAI ATÉ 29 de maio




O Governo do Maranhão PRORROGA o período de inscrições para o EDITAL 004/2017 - FAPEMA de Premiação e Valorização de Mestres da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão.

O edital objetiva fomentar o reconhecimento e a valorização dos detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e pelas suas formas de expressão, preservam a história e a memória maranhenses, fortalecem o sentimento de identidade e pertencimento, por meio de premiação aos Mestres e Mestras da cultura maranhense. Serão premiados 10 (dez) mestres da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais cada prêmio.

Os mestres premiados também receberão o Título de Patrimônio Cultural Maranhense e serão inscritos no Livro de Registro dos Saberes do Patrimônio Imaterial Maranhense na Categoria "PATRIMÔNIO VIVO"

A iniciativa é uma parceria da FAPEMA e da Secretária Estadual de Cultura e Turismo do Maranhão com base na Lei Estadual nº 10.509//2016 que institui o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão, na Lei Estadual nº 10.514/2016 que institui a Política Estadual de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial

Os candidatos, em vida, até o fim das inscrições poderão se inscrever nas seguintes categorias:
a) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA BUMBA-MEU-BOI (fundador / brincante-dançador / brincante – tocador / brincante – cantador / brincante - artista da comédia / domina a organização das etapas do ciclo do boi / etc);
b) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA TAMBOR DE CRIOULA (fundador / cantador / coreira, tocador / cantador / etc);
c) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA CAPOEIRA (mestres ou mestras de capoeira);
d) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA FESTAS RELIGIOSAS TRADICIONAIS (responsáveis pela festa – fundadores ou continuadores / caixeiras do Divino Espírito Santo/ Rezador(a) de ladainha / músicos de ladainha ou quermesses / etc);
e) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA DANÇAS POPULARES (brincantes / percussionistas / compositores / fundadores dos grupos de danças populares e tradicionais - batucadas tradicionais, dança do coco, dança do lelê, dança da mangaba, cacuriá, tribos de índios, etc);
f) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA BLOCO TRADICIONAL (fundadores, balisas, compositores, percussionistas, etc);
g) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA ARTESANATO TRADICIONAL (artesão de instrumentos usados nas manifestações populares, artesão de indumentárias, artesão de “capoeira de bumba meu boi” e artesãos independentes que utilizam material genuinamente maranhense);
h) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / MÚSICA POPULAR MARANHENSE (gênero musical acessível ao público em geral que fortalece a identidade cultural e sentido de pertencimento do povo maranhense às suas tradições);
i) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CULINÁRIA TRADICIONAL (os que dominam o conhecimento da produção tradicional de comidas e bebidas típicas do Maranhão);
j) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / GRIÔS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA – POVOS TRADICIONAIS DE TERREIRO (detentores dos saberes tradicionais fundados na oralidade que preservam e difundem a história e cultura, saberes tradicionais, dos povos tradicionais afrodescendentes organizados em comunidades de terreiro, espaço de sociocultural de práticas e cerimônias ritualísticas coletivas de base africana);


ACESSE O EDITAL NO ENDEREÇO: www.fapema.br

Mais informações: (98) 98931 0009 - Departamento de Patrimônio Imaterial SECTUR

domingo, 12 de março de 2017

Governo do Maranhão lança editais de Valorização e Reconhecimento dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão e de Pesquisa sobre Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.



O Governo do Estado do Maranhão e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação - SECTI, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo - SECTUR, por meio da linha de ação “Popularização da Ciência”, e no âmbito do programa “Mais Cultura” e do Programa Estadual de Patrimônio Imaterial - PEPI, com amparo nos Artigos 215 e 216 da Constituição Federal que dispõem sobre direitos culturais e amplia o conceito de patrimônio cultural para além dos bens tangíveis, na Lei Estadual nº 10.509 de 16 de setembro de 2016 que institui o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão, na Lei Estadual nº 10.514 de 05 de outubro de 2016 que institui a Política Estadual de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial e no Eixo Estruturante 6.4 do Plano Estadual de Cultura do Maranhão que define diretrizes para ações de preservação do patrimônio cultural maranhense, tornam público os Editais nº 003/2017 de APOIO AO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO MARANHÃO e o Edital n° 004//2017 de VALORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO MESTRES E MESTRAS DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL DO MARANHÃO.
Entende-se por Patrimônio Cultural Imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana (Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, 2006).
Mestre e Mestra da Cultura Popular e Tradicional é a pessoa física que detenha notório conhecimento, longa permanência na atividade e capacidade de transmissão de saberes, celebrações e/ou formas de expressões culturais tradicionais e que seja reconhecida por sua própria comunidade como herdeira dos saberes e fazeres da tradição.
E, Cultura Popular são práticas culturais, fundadas na tradição e que se expressem a identidade cultural e social de um determinado grupo ou comunidade. Suas formas compreendem, entre outras, a língua, a literatura, a música, a dança, os jogos, a mitologia, os rituais, os costumes, o artesanato e outras artes. A cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração a geração, principalmente, pela oralidade ou pelo exemplo.
O Edital de Apoio Patrimônio Imaterial do Maranhão tem o objetivo de fomentar pesquisas voltadas ao patrimônio cultural imaterial com vistas à sua valorização, preservação, salvaguarda e divulgação no âmbito do Estado do Maranhão e é destinado à Doutores (as), Mestres (as) e Especialistas com linhas de trabalho na área.
Para este Edital, recursos financeiros no valor total de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) oriundos do tesouro estadual alocados no orçamento da FAPEMA, na fonte FOMPESQUISA.
Já o Edital de Valorização e Reconhecimento de Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão tem a finalidade de reconhecer e valorizar os detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e pelas suas formas de expressão, preservam a história e a memória maranhenses, fortalecem o sentimento de identidade e pertencimento, por meio de premiação aos Mestres e Mestras da cultura maranhense.
Para Edital de Mestres e Mestras os foram disponibilizados recursos financeiros no valor total de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) oriundos do tesouro estadual alocados no orçamento da FAPEMA, na fonte DIVUCENTER. Por meio do Prêmio Mestres e Mestras da Cultura Popular, o Governo do Maranhão outorgará à o título de MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR DO MARANHÃO e premiará em dinheiro no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a 10 (dez) Mestres (as), em vida, nas categorias:

a) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA BUMBA-MEU-BOI
b) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA TAMBOR DE CRIOULA;
c) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA CAPOEIRA;
d) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA FESTAS RELIGIOSAS TRADICIONAIS;
e) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA DANÇAS POPULARES;
f) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA BLOCO TRADICIONAL;
g) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA ARTESANATO TRADICIONAL;
h) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / MÚSICA POPULAR MARANHENSE;
i) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CULINÁRIA TRADICIONAL;
j) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / GRIÔS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA – POVOS TRADICIONAIS DE TERREIRO.
Para o Secretário de Cultura e Turismo do Maranhão, Diego Galdino, “As políticas de preservação no Maranhão estiveram por muito tempo centradas em monumentos, edificações, peças arqueológicas e obras de arte. Com os Editais o Governo do Maranhão de fato amplia essa atenção para o nosso patrimônio imaterial: tradições e expressões orais, incluindo idioma, expressões artísticas, práticas sociais, ritos e atos festivos, comportamentos e técnicas artesanais tradicionais e proporciona valorização e protagonismo aos detentores desses saberes”.
O evento de lançamento dos Editais acontecera dia 14 de março, às 8h 30 no Auditório Poeta Nauro Machado, no Convento das Mercês – Praia Grande. Na ocasião serão detalhadas as normas do edital que contemplarão todo o território maranhense.
EVENTO – Lançamento dos Editais de valorização de Apoio â pesquisa sobre Patrimônio Cultural Imaterial Maranhense e de Valorização e Reconhecimento de Mestras da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão.
QUANDO – Dia 14 de março de 2017, terça-feira.
HORÁRIO - 8h 30 (manhã)
ONDE – Auditório Poeta Nauro Machado, Convento das Mercês, Praia Grande. São Luis – Maranhão.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



A política pública só é pública se houver participação social. Isto é, as engrenagens das estruturas operativas do planejamento cultural só são identificadas de forma precisa se auferidas na fonte primária: o fazedor, o brincante, o detentor, o produtor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

LANÇAMENTO DO CD DO TAMBOR DE CRIOULA ARTE NOSSA



Fortalecimento da Cultura Popular Tradicional do Maranhão

Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão

RELEASE
Dia: 19 de agosto 2016
Hora: 19 horas.
Local: Praça Nauro Machado – Praia Grande / São Luis – Maranhão

O Tambor de Crioula do Maranhão é uma expressão da cultura popular tradicional marcada pela herança afrodescendente. Reconhecido pelo Governo Brasileiro em 2007 como PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN o Tambor de Crioula do Maranhão é um misto de fé, devoção, diversão e espetáculo. Formado por coreiros e coreiras a manifestação se caracteriza por uma dança circular ritmada pelo toque de três tambores e dançada só por mulheres com belas saias coloridas remontando a memória da ludicidade das senzalas no período escravocrata que aliviavam o sofrimento.
O Grupo de Tambor de Crioula Arte Nossa nestes 13 anos de existência prima pela originalidade e tradição da manifestação tambor de crioula mas também realiza um trabalho de inclusão social pela cultura.
O grupo Arte Nossa é um ponto de cultura oficial no Estado com vários prêmios nacionais o Grupo de Tambor de Crioula Arte Nossa realiza um trabalho sociocultural com crianças em risco social na educação complementar, na formação para cidadania e principalmente na valorização da cultura através do fortalecimento e valorização da identidade para preservação da herança cultural do Tambor de Crioula.
Assim, o Grupo de Tambor de Crioula apresenta mais um resultado do trabalho de salvaguarda (promoção e preservação) do Tambor de Crioula do Maranhão com lançamento do seu primeiro CD sobre as toadas (cantigas) bem como percussão da manifestação. O CD é um produto do Prêmio FUNARTE de música brasileira.
O evento contará ainda com outras expressões da cultura tradicional maranhense:
Bumba Meu Boi de Zabumba Unidos Venceremos
Bumba Meu Boi União da Baixada sotaque da Baixada
Bumba Meu Boi da Pindoba Sotaque da Ilha
Tambor de Crioula de Dona Seguins.
O evento também contará com Mostra Artesanal do Maranhão pelo Programa Artesanato Brasil no Maranhão – PAB.
Contamos com todos e “Viva São Benedito”
Coordenação: Júnior Catatau e Simei Dantas
Apoio Cultural: SECTUR - MA / SECULT – São Luis

domingo, 22 de maio de 2016

FESTA DO DIVINO DO MARANHÃO



A festa do Divino Espírito Santo é um ritual do Catolicismo que possui características específicas em diferentes regiões. No Maranhão apresenta características marcantes e bastante peculiares a presença marcante de mulher es - as caixeiras, que tocam instrumentos musicais denominados caixas do Divino. Tem sua maior representação em Alcântara, município maranhense, mas ocorre um grande número e casas na Capital São Luis. A época de realização da festa varia com as casas, iniciando-se a partir do domingo de Pentecostes – entre maio e junho, e continuando até inícios do ano seguinte. Segundo estimativas do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, órgão vinculado a Secretaria de Estado da Cultura, são realizadas anualmente mais de uma centena de festas do Divino em São Luís. Algumas poucas pessoas também organizam a festa em suas casas.

As caixeiras constituem elemento imprescindível e típico da festa do Divino no Maranhão. São senhoras idosas com o encargo de tocar caixas e entoar cânticos, repetidos de cor ou improvisados, em louvor ao Divino Espírito Santo. Costumam fazer isso por promessa ao longo da vida e vinculam-se a um grupo de seis a dez ou mais pessoas, que anualmente toca em diversas casas, sob a liderança da caixeira régia, ajudada pela caixeira mor. Normalmente as caixeiras não recebem remuneração, mas são muito valorizadas. Recebem alimento, algum dinheiro para transporte, vestimentas iguais em algumas festas e são agradadas com presentes e mantimentos. Além de tocar e cantar, elas dançam com as bandeireiras diante do trono e do mastro.



A abertura da tribuna, o buscamento e o levantamento do mastro são etapas preparatórias da festa que, como vemos, é extremamente ritualizada. A abertura da tribuna é um ritual quase privado, do qual participam poucas pessoas envolvidas. É realizado numa tarde de domingo durante algumas horas, geralmente no Domingo de Páscoa, após o Sábado de Aleluia; no domingo seguinte, dito da Pascoela; ou algumas semanas antes da data da festa. Nesse ritual aparecem, de modo evidente, vários outros símbolos da festa, como a pomba, a coroa, as caixas e bandeiras, que são colocados diante ou sobre o altar católico do terreiro ou na tribuna. As caixeiras se reúnem com o império, usando ainda roupas comuns e iniciam os toques de abertura. Parentes das crianças acertam detalhes e preparativos, combinando dias e encargos das visitas.



O buscamento do mastro costuma ser realizado num do mingo antes do início da festa. O mastro, colhido previamente pelo doador em pagamento de promessa, é levado para uma casa próxima. O buscamento constitui um ritual predominantemente masculino, realizado por homens amigos da casa, que se reúnem para carregá-lo, distribuindo-se bebidas alcoólicas e fazendo brincadeiras com conotações eróticas relacionadas a elementos fálicos. As caixeiras, o império, familiares e pessoas da casa acompanham o cortejo, tocando e cantando salvas alusivas ao fato, até o mastro ser colocado no local onde será erguido. Nos dias seguintes ele é preparado com folhagens e frutas, ou lixado e pintado, para ser levantado na frente ou nos fundos da casa. Uma das funções explícitas do mastro é assinalar, no bairro, que aquela casa está organizando uma festa importante. Como está próxima, combina-se com os pais das crianças e os organizadores os últimos detalhes sobre decoração, vestimentas e comidas. Pintado com cores da festa e com seu nome ou enfeitado com murtas, folhagens, frutas e bebidas, o mastro é encimado pelo mastaréu, com bandeira, com símbolos do Divino ou do santo comemorado, e, no topo, coloca-se uma pequena pomba esculpida em madeira. No mastaréu coloca-se sempre um bolo de tapioca. As caixeiras, o império, os padrinhos e outros encarregados batizam o mastro antes de ser erguido, dando voltas ao seu redor com vela, toalha, rezas e cânticos. Algumas vezes, nesse dia, durante a ladainha, também se batizam novas caixas que serão utilizadas na festa.




O levantamento do mastro assinala o começo da festa. É feito à noite, com ladainha, batismo, padrinhos, império, caixeiras, música e grande animação, reunindo bastante gente. A cerimônia do levantamento exige perícia e coordenação do trabalho de vários homens, encarregados de cavar o buraco e erguer o mastro com cordas e escadas. Costuma-se servir bolo, mingau, café e refrigerantes. A partir desse dia, intensificam-se os preparativos da festa com o preparo de doces e comidas, pintura da casa, arrumação do trono e das tribunas e todos os últimos detalhes. Quando o mastro está erguido e a casa está em festa, é costume haver, diariamente, uma salva de caixas ao amanhecer, ao meio dia e ao anoitecer, denominadas de alvoradas. Também costumam ser realizadas, nesse período, duas ou três visitas às casas dos mordomos e do império, com oferta de doces e refrigerantes.

A antevéspera e a véspera da festa são dias de trabalho intenso. Matam e salgam bichos de quatro pés, geralmente vários porcos e até boi; muitas galinhas e patos e se prepara grande parte da comida. Diversas pessoas passam a noite cozinhando, confeitando bolos, na decoração de mesas, do altar e dos tronos ou tribuna. Na manhã do dia da festa, marca-se o encontro na igreja em que é celebrada a missa. As crianças comparecem, pela primeira vez, com as vestimentas do império, acompanhadas de seus familiares. As caixeiras assistem à missa com grande número de acompanhantes e freqüentadores. Até inícios dos anos oitenta era comum, em São Luís, as caixeiras deixarem as caixas na porta da igreja. Hoje costumam entrar com as caixas, algumas vezes tocam uma salva no fim da missa e tiram fotos com o império ao lado do padre.


Após a missa, realiza-se um cortejo solene até a casa da festa. Consegue-se ônibus para levar e trazer o pessoal até parada próxima, de onde, na volta, o cortejo continua até o terreiro, acompanhado alternadamente pelo toque das caixeiras e algumas vezes por banda de música, desfilando com pompa, precedido por criança s que agitam bandeiras com símbolos do Divino e cores da festa. Soltam-se foguetes no caminho, sendo todos recebidos, solenemente, na porta da casa. Chegando da igreja, o império saúda o mastro, é instalado na tribuna e saudado pelas caixeiras. Costuma-se servir chocolate com bolo aos presentes.



A derrubada do mastro é uma das etapas rituais importantes que assinalam a finalização da festa. Costuma ser feita no início da noite do segundo dia, seguida ou antecedida por ladainha solene. Com toques de caixas e a presença do império, o mastro é derrubado por vários homens, acompanhado por vivas, palmas e fogos de artifício. Como o levantamento, a derrubada exige perícia dos homens encarregados desse serviço. Geralmente ficam suados, tiram a camisa e demonstram orgulho pelo trabalho árduo que executaram, observados pelas mulheres, crianças e pelo público, acompanhado de aplausos, toques de caixas e da banda de música. Após a derrubada, o mastaréu e a bandeira são entregues, pela organizadora, aos futuros padrinhos do mastro no próximo ano.

Depois, as caixeiras se reúnem diante da tribuna para proceder a entrega das posses do império aos próximos imperadores e mordomos, com toques, cânticos e lágrimas das crianças que deixam os cargos. O fechamento da tribuna assinala o término da festa, com as caixas sendo arriadas ao chão.