quarta-feira, 18 de abril de 2018

MESTRE JOÃO GATO, NOTA DE PESAR - CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA



O Conselho Estadual de Cultura do Maranhão - CONSECMA, lamenta a morte do Mestre João Gato de Santa Rita (MA) aos 100 anos. Mestre ferreiro, pai querido, amigo de muita gente, João Gato foi grande bamba dos sambas e batucadas.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

"BUMBA MEU COSTA DE MÃO". São João do Maranhão homenageia o Bumba Meu Boi de Costa de Mão




Estão abertas as inscrições para a contração de grupos culturais e artistas para temporada de festejos juninos promovida pelo Governo do Maranhão. Esta ano A Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (SECTUR)homenageia um sotaque de Bumba Meu Boi que apresenta risco de desaparecimento. Veja em: http://www.sectur.ma.gov.br/2018/03/27/comeca-nesta-quarta-feira-4-processo-de-credenciamento-cultural-para-o-sao-joao-de-todos-2018/#.WsSemrMh3IU



No último dia 28 de março de 2018(quarta-feira), foi lançada a campanha “O ano dos Bois de Costa de mão”, que prevê a realização de ações de salvaguarda e promoção dos Bois desse sotaque em São Luís, Cururupu, Bacuri e Serrano do Maranhão. A campanha com foco na valorização do sotaque, será desenvolvida pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional no Maranhão 0 IPHAN em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e do Turismo (Sectur), Secretaria Municipal de Cultura de São Luís (Secult), Conselho Estadual de Cultura (Consec), Conselho Municipal de Cultura (Concult), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Comissão Maranhense de Folclore (CMF), a Federação das Entidades Folclóricas e Culturais do Estado do Maranhão (FEFCEMA) e a Central de Bumba-meu-boi do Sotaque da Baixada e de Costa de Mão.

Para este ano a SECTUR organiza um grande São João temático tendo como foco estes grupos. O São João de Todos do Governo do Maranhão de 2018 traz como tema "BUMBA MEU COSTA DE MÃO".



Além de trazer todos os arraiais oficias com decoração referente aos grupos de costa de mão a SECTUR realizará rodas de conversa com os Mestres, oficinas formativas e informativas, exposição permanente dos elementos simbólicos que caracterizam o sotaque e ampla divulgação dessa manifestação.

Para o Secretário de Cultura e Turismo do Maranhão, Diego Galdino, estas ações iniciais irão compor um amplo programa institucional de valorização e fortalecimento para preservação do Bumba Meu Boi Costa de Mão. Estas ações irão para além do espetáculo junino mas se consolidarão com fomento para o processo produtivo e criativo dos grupos,finalizou.


Diego Galdino, Secretário de Cultura e Turismo do Maranhão.

Para o superintendente do Iphan no Maranhão, Maurício Abreu Itapary, é urgente que o poder público tome iniciativas de salvaguarda dos Bois de Costa de Mão, considerando ser o Bumba-meu-boi patrimônio cultural brasileiro. “Temos de envolver não só os gestores públicos, mas toda a comunidade num trabalho coletivo com o objetivo de impedir o desaparecimento desses Bois”, defendeu o superintendente, enfatizando que sendo o sotaque de Costa de mão parte do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão, o objeto do registro em 2011, a extinção desse sotaque é, também, uma ameaça a ao nosso mais conhecido bem cultural. Ele lembra que “no ano em que estamos pleiteando o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade para o Bumba-meu-boi do Maranhão, ter um dos nossos sotaques sob risco é bastante preocupante”.
Os Bois de Costa de Mão são originários da região do Litoral Ocidental Maranhense, tendo como berço o município de Cururupu. Conhecidos pelo ritmo cadente, pela riqueza do bordado de sua indumentária e pela especificidade do toque do pandeiro percutido com o dorso da mão, são constituídos majoritariamente por negros, com ocorrência de grupos nos municípios de Cururupu, Serrano do Maranhão, Bacuri e São Luís. Na cultura popular maranhense, representam, com o sotaque de Zabumba, a identidade do povo negro dentro do Bumba-meu-boi.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MUSEU DO REGGAE SERÁ INAUGURADO NESTA QUINTA FEIRA (18) NO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUIS (MA)


O primeiro museu temático de reggae fora da Jamaica abre suas portas nesta quinta-feira (18), a partir das 18h, no Centro Histórico de São Luís. A nova casa de cultura é a realização de um sonho antigo dos regueiros através da iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

O Museu do Reggae Maranhão tem como objetivo materializar as memórias do ritmo jamaicano que conquistou o Maranhão. Na inauguração haverá um show que reunirá a história viva desse movimento. Cantores, radiola e DJs históricos se apresentarão no palco da Praça do Reggae, logradouro situado ao lado do Museu.

Na programação haverá a radiola FM Natty Naifson, como os DJs Neturbo, Ademar Danilo, Maestro Jaílder, Carlinhos Tijolada, Roberthanko e outros, além de shows com Célia Sampaio, Oberdan Oliveira (Nonato e Seu Conjunto), Tadeu de Obatalá ( Banda Guetos), Mano Borges & Celso Reis, Garcia (banda Reprise) e vários outros também.

Após o descerramento da placa de inauguração, o público poderá conhecer os cinco ambientes do Museu do Reggae Maranhão. Um dos ambientes será a sala dos Imortais, destinado aos grandes nomes do reggae maranhense que já morreram. Os outros quatro espaços homenagearão tradicionais clubes de reggae da cidade: Clube Pop Som , Clube Toque de Amor, Clube União do BF e Clube Espaço Aberto.

O ambiente contará com relíquias do reggae como é o caso de uma guitarra da banda maranhense Tribo de Jah , instrumento que acompanhou a banda por mais de 20 países e fez parte da história do grupo, além de ter sido usada nas primeiras gravações de suas canções e em grandes shows nacionais e internacionais.

Outra joia que poderá ser encontrada no Museu do Reggae Maranhão, é a radiola “Voz de Ouro Canarinho”, de Edmilson Tomé da Costa conhecido como Serralheiro, um dos pioneiros do reggae no Maranhão, e disseminador do gênero musical nos anos de 1970. O público poderá ter contato com discos raros, vídeos e fotos histórico, moda Reggae ao longo do tempo, além de depoimentos gravados com personagens da cena reggae, livros, artigos, teses e dissertações compõem o acervo imaterial e digitalizado do museu.

O Museu do Reggae Maranhão permitirá que seus frequentadores sejam transportados para uma festa em um clube de reggae em um de seus ambientes, além de despertar a paixão pelo ritmo que denomina São Luís como a Jamaica brasileira, já que a cidade é considerada o maior polo de cultura reggae fora da Jamaica.

O quê?
Inauguração do Museu do Reggae Maranhão
Quando?
Quinta-feira (18), às 18h
Onde?
Na Rua da Estrela, Centro Histórico de São Luís

FONTE: http://www.sectur.ma.gov.br/2018/01/16/museu-do-reggae-sera-inaugurado-nesta-quinta-feira-18-no-centro-historico-de-sao-luis/#.Wl9UH7ynHIU

O "FOFÃO" NO CARNAVAL MARANHENSE


" Símbolo do carnaval maranhense, o Fofão é um das personagens mais conhecidos no estado. Conhecido pelos trajes coloridos e pelas máscaras assustadoras.

A fantasia de fofão costuma obedecer a um padrão. “Macacão de chita colorido e máscara horripilante. Nas mãos, uma boneca e uma varinha. Com base nesse protótipo, os brincantes fazem as mais variadas adaptações, buscando personalizar a fantasia. Isso, associado à imensa popularidade do personagem, acabou por promover a industrialização das máscaras. Antes resultados de horas de dedicação e muita criatividade sobre o papel machê, hoje são, em maioria, confeccionadas em pano ou borracha.

Durante o Carnaval, o fofão invade as ruas de São Luís, colorindo a paisagem e alegrando os foliões. Usam macacões coloridos e folgados, com guizos (que fazem o barulho tradicional que se ouve quando eles passam pelas ruas). Nas mãos, costumam levar uma boneca e uma varinha. Quem pegar nas bonequinhas acaba tendo que pagar algum trocado senão fica sendo perseguido até o dia acabar.
Em todas as cidades e bairros, sobretudo nos mais tradicionais, é fácil ver adultos e crianças fantasiados com as roupas que caracterizam essa figura durante o período carnavalesco.

Algumas pessoas costumam procurar semelhanças entre o Fofão maranhense e os palhaços da Comédia del’Arte. Outros ainda com o Bulfão medieval ou com o Bobo da Corte. Mas, semelhanças e diferenças à parte, o Fofão é uma das figuras mais emblemáticas do carnaval maranhense."

FONTE: http://www.jeitoetalento.com.br/curiosidades/cultura_folclore/cur_cultura_folclore_b.php

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

GOVERNO PREMIA MESTRES E MESTRAS DA CULTURA POPULAR DO MARANHHÃO


Governo premia mestres da cultura popular e tradicional do Maranhão vencedores do edital da Fapema
Mestres e mestras da cultura popular e tradicional serão premiados pelo Governo do Estado, em cerimônia, nesta quinta-feira (17), às 18h30, no Convento das Mercês, em São Luís. A homenagem é uma demonstração de valorização da cultura popular e tradicional do Maranhão.

Os premiados são vencedores do Edital 004/2017 Prêmio Mestres e Mestras da Cultura Popular e Tradicional lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

O objetivo da premiação é reconhecer o valor dos homenageados, que são detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e forma de expressão, preservam a história maranhense.
A cerimônia contará com a presença do governador Flávio Dino; presidente da Fapema, Alex Oliveira; secretários de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, e Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Davi Telles, entre outras autoridades. Os convidados serão recepcionados com a apresentação do Bloco Tradicional Os Foliões. Depois da premiação haverá a dança do Tambor de Crioula Alegria de São Benedito de Dona Martinha


O prêmio articula em dois eixos. Vai reunir o que é produzido pelos homenageados para transformar em conhecimento que possa ser apropriado por todos. Como forma de resguardar esse conhecimento já existe uma lei de proteção desse patrimônio, um edital da Fapema para pesquisar o patrimônio imaterial e o Instituo Estadual de Ciência e Tecnologia, que é dedicado à economia criativa.

O presidente da Fapema destacou a preocupação do Governo em valorizar a cultura popular que está associada ao patrimônio imaterial e a economia criativa. “A economia criativa existe para transformar esse conhecimento em produção de economia, em produtos culturais que possam contribuir com a economia do estado. Mas, para que isso ocorra é preciso que a gente proteja a fonte de todo esse conhecimento e a fonte desse conhecimento está nos mestres e nas mestras”, explica Alex Oliveira.

O secretário Diego Galdino frisou que o governo reconhece a cultura como um importante fator de desenvolvimento. “Desta forma, buscando políticas de preservação e disseminação das práticas culturais, estamos fortalecendo a nossa identidade”.

Todos os Mestres e Mestras premiados serão titulados como PATRIMÔNIO CULTURAL MARANHENSE DE NATUREZA IMATERIAL

Prêmio
O prêmio está divido em dez categorias: Bumba meu Boi, Tambor de Crioula, Capoeira, Festas Religiosas Tradicionais, Danças Populares, Blocos Tradicionais, Artesanato Tradicional, Música Popular Maranhense, Culinária Tradicional e Griôs/Povos Tradicionais de Terreiro. Os dez candidatos vencedores receberão diploma de reconhecimento e premiação no valor de R$ 20 mil.

Está inserido na linha de ação “Popularização da Ciência”, no âmbito do programa “Mais Cultura” e do Programa Estadual de Patrimônio Imaterial (PEPI). Tem amparo nos Artigos 215 e 216 da Constituição Federal que dispõem dos direitos culturais e amplia o conceito de patrimônio cultural para além dos bens tangíveis, na Lei Estadual nº 10.509 de 16 de setembro de 2016, que institui o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão, na Lei Estadual nº 10.514 de 05 de outubro de 2016, que institui a Política Estadual de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial.

Puderam se inscrever no edital, candidatos de grande experiência e conhecimento dos saberes e fazeres populares, dedicados às expressões culturais populares maranhenses, com reconhecimento da comunidade onde vivem e atuam, com longa permanência na atividade e capacidade de transmissão dos conhecimentos artísticos e culturais. Entre os ganhadores estão mestres e metras dos municípios de São Luís, Icatu, Amarante do Maranhão, Axixá, Alcântara, Bacabal e Caxias.

Premiados e categorias

Antônio Ribeiro (Seu Tonico) – Bumba-meu-boi

José Tomás dos Santos ( Zequinha de Militão) – Tambor de Crioula

Antônio José da Conceição Ramos (Mestre Patinho) – Capoeira

Vicente Ramu’i Guajajara – Festas Religiosas Tradicionais – Festa do Mel

José Carlos Leite – Danças Populares Maranhenses

Waldete Moraes Corrêa (Cabeça Branca) – Bloco Tradicional

Neide de Jesus – Artesanato Tradicional Maranhense

Maria do Socorro Silva (Patativa) – Música Popular Maranhense

Maria de Nazareth do Nascimento Souza (Mestra Nazinha) – Culinária Tradicional Maranhense

Maria Madalena Carvalho (Mãe Madalena) – Griôs de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – Povos de Terreiro

FONTE: www.cultura.ma.gov.br

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"PUNGADA NA FONTE" ponto de cultura MANTO DE SÃO BENEDITO



No último sábado o Ponto de Cultura Manto de São Benedito da Mestra de Tambor de Crioula Dona Maria do Côco realizou uma oficina de Tambor de Crioula na Fonte do Ribeirão. A ação foi um convite do projeto de ocupação Movimentar.





Apesar de sexagenária Dona Maria do Côco apresenta uma vitalidade impressionante e a oficina é ministrada por ela mesmo. É reconhecida e titulada como Mestra de Culturas Populares pelo Ministério da Cultura e como Mestra do Tambor de Crioula pelo Governo do Maranhão.



Para coordenadona do ponto de cultura Claudia Matos a oficina na ocupação além de democratizar acesso às ações do ponto resgata a dimensão da devoção e da diversão da roda do tambor de crioula aspectos muito reduzidos frente e institucionalização da cultura que se apropria a espontaneidade do fazer das culturas populares.

sábado, 5 de agosto de 2017

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DO MARANHÃO EMPOSSA O CONSELHO CONSULTIVO DO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO MARANHÃO

No dia 19 de julho de 2017, em cerimônia no auditório da Superintendência do Patrimônio Cultural do Maranhão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo SECTUR MA, às 15 horas, foram empossados os seis membros do Conselho Consultivo do Patrimônio Imaterial do Maranhão. O Conselho tem entre suas finalidades subsidiar na análise dos pedido de registro de manifestações da cultura simbólica do Estado como Patrimônio Cultural Maranhense de Natureza Imaterial como saberes, formas de expressão, linguagens, rituais e festas, entre outras.





Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial.

A cerimônia contou com a presença da Secretária Adjunta de Cultura Vanessa Leite, com o Superintendente de Cultura Popular Carlos Lula e o Membro do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN Luis Phelipe Andrreas.


Composição do Conselho Consultivo do Patrimônio Imaterial MA:
TITULARES
Sra. Izaurina Nunes - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN Maranhão;
Sra. Maria do Socorro Guterres - Secretária de Estado Extraordinária de Igualdade Racial do Maranhão - SEIR;
Sr. Jandir Silva Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão - SECTUR;
Prof. Dr, Greilson Lima - Universidade Estadual do Maranhão - UEMA;
Sra. Márcia Jane - Sociedade Civil - Conselho Estadual de Cultura do Maranhão;
Profa. Mestra Sra. Christiane Mota - Sociedade Civil Notório Saber.


SUPLENTES
Sra. Danielle Faccin Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN Maranhão;
Sebastião Júnior - Secretaria de Estado Extraordinária de Igualdade Racial - SEIR;
Sra. Carollina Ramos - Diretora do Museu Histórico do Maranhão - SECTUR
Profa. Dra. Valdira Barros - Universidade Estadual do Maranhão UEMA;
Sr. Armando Nobre - Sociedade Civil - Conselho Estadual de Cultura do Maranhão;
Prof. Mestre Gerson Lindoso - - Sociedade Civil Notório Saber.

Na cerimônia foram apresentados os Livros de Registro do Patrimônio Imaterial, oficialmente abertos pela manhã, pelo Secretário de Cultura e Turismo Diego Galdino Araújo.



Para o Secretário o momento foi de extrema relevância por de fato se materializa a Política de Preservação de Besns Culturais de Natureza Imaterial do Maranhão instituída pela Lei Estadual 10.514/2016.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PREFEITURA DE SÃO LUIS REALIZA OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS PARA PONTOS DE CULTURA


Nos dias 01, 02 e 03 de agosto ocorre a oficina de elaboração de projetos culturais para 40 novos pontos de cultura que compõe a Rede São Luis de Pontos de Cultura resultante de Edital de Premiação para desenvolvimento do projeto REDE DE PONTOS DE CULTURA DA POLÍTICA NACIONAL DE CULTURA VIVA NO MUNICÍPIO DE SÃO LUIS - MARANHÃO. A Política Cultura viva foi criada em 2014 pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura para garantir a ampliação do acesso da população aos meios de produção e fruição cultural.


PONTOS DE CULTURA são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades reconhecidos e certificados pelo Ministério da Cultura. Entre os beneficiários e protagonistas do Cultura Viva estão a juventude e os grupos tradicionais vindos da periferia e do interior passando pela cultura digital aos povos indígenas.
Além de capacitar estas organizações para preservação do patrimônio cultural imaterial de São Luis o projeto pretende fomentar o reconhecimento, a articulação e o fortalecimento da Rede Cultura Viva na Cidade. As oficinas iniciaram no dia 06 de julho e se estenderão até setembro, no Convento das Mercês, Praia Grande, em São Luis, de 08h às 18h.


PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS
Dia 06/07 - Oficina Cultura Viva
Dia 1707 - Oficina de Cultura de Rede
Dias 18 e 19/07 - Oficina Redes Associativas
Dias 01/02 e 03/08 - Oficina de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos
Dias 15 e 16/08 - Oficina de Comunicação Visual e Portfólios Culturais
Dias 29 e 30/08 - Oficina de Cultura Empreendedora
Dias 12, 13 e 14/09 - Oficina de Comunicação Comunitária


REDE DE PONTOS DE CULTURA DE SÃO LUIS - MARANHÃO

quarta-feira, 17 de maio de 2017

EDITAL DE MESTRES DA CULTURA DO MARANHÃO VAI ATÉ 29 de maio




O Governo do Maranhão PRORROGA o período de inscrições para o EDITAL 004/2017 - FAPEMA de Premiação e Valorização de Mestres da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão.

O edital objetiva fomentar o reconhecimento e a valorização dos detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e pelas suas formas de expressão, preservam a história e a memória maranhenses, fortalecem o sentimento de identidade e pertencimento, por meio de premiação aos Mestres e Mestras da cultura maranhense. Serão premiados 10 (dez) mestres da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais cada prêmio.

Os mestres premiados também receberão o Título de Patrimônio Cultural Maranhense e serão inscritos no Livro de Registro dos Saberes do Patrimônio Imaterial Maranhense na Categoria "PATRIMÔNIO VIVO"

A iniciativa é uma parceria da FAPEMA e da Secretária Estadual de Cultura e Turismo do Maranhão com base na Lei Estadual nº 10.509//2016 que institui o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão, na Lei Estadual nº 10.514/2016 que institui a Política Estadual de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial

Os candidatos, em vida, até o fim das inscrições poderão se inscrever nas seguintes categorias:
a) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA BUMBA-MEU-BOI (fundador / brincante-dançador / brincante – tocador / brincante – cantador / brincante - artista da comédia / domina a organização das etapas do ciclo do boi / etc);
b) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA TAMBOR DE CRIOULA (fundador / cantador / coreira, tocador / cantador / etc);
c) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA CAPOEIRA (mestres ou mestras de capoeira);
d) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA FESTAS RELIGIOSAS TRADICIONAIS (responsáveis pela festa – fundadores ou continuadores / caixeiras do Divino Espírito Santo/ Rezador(a) de ladainha / músicos de ladainha ou quermesses / etc);
e) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA DANÇAS POPULARES (brincantes / percussionistas / compositores / fundadores dos grupos de danças populares e tradicionais - batucadas tradicionais, dança do coco, dança do lelê, dança da mangaba, cacuriá, tribos de índios, etc);
f) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA BLOCO TRADICIONAL (fundadores, balisas, compositores, percussionistas, etc);
g) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CATEGORIA ARTESANATO TRADICIONAL (artesão de instrumentos usados nas manifestações populares, artesão de indumentárias, artesão de “capoeira de bumba meu boi” e artesãos independentes que utilizam material genuinamente maranhense);
h) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / MÚSICA POPULAR MARANHENSE (gênero musical acessível ao público em geral que fortalece a identidade cultural e sentido de pertencimento do povo maranhense às suas tradições);
i) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / CULINÁRIA TRADICIONAL (os que dominam o conhecimento da produção tradicional de comidas e bebidas típicas do Maranhão);
j) MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL / GRIÔS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA – POVOS TRADICIONAIS DE TERREIRO (detentores dos saberes tradicionais fundados na oralidade que preservam e difundem a história e cultura, saberes tradicionais, dos povos tradicionais afrodescendentes organizados em comunidades de terreiro, espaço de sociocultural de práticas e cerimônias ritualísticas coletivas de base africana);


ACESSE O EDITAL NO ENDEREÇO: www.fapema.br

Mais informações: (98) 98931 0009 - Departamento de Patrimônio Imaterial SECTUR

domingo, 12 de março de 2017

Governo do Maranhão lança editais de Valorização e Reconhecimento dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão e de Pesquisa sobre Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.



O Governo do Estado do Maranhão e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação - SECTI, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo - SECTUR, por meio da linha de ação “Popularização da Ciência”, e no âmbito do programa “Mais Cultura” e do Programa Estadual de Patrimônio Imaterial - PEPI, com amparo nos Artigos 215 e 216 da Constituição Federal que dispõem sobre direitos culturais e amplia o conceito de patrimônio cultural para além dos bens tangíveis, na Lei Estadual nº 10.509 de 16 de setembro de 2016 que institui o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão, na Lei Estadual nº 10.514 de 05 de outubro de 2016 que institui a Política Estadual de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial e no Eixo Estruturante 6.4 do Plano Estadual de Cultura do Maranhão que define diretrizes para ações de preservação do patrimônio cultural maranhense, tornam público os Editais nº 003/2017 de APOIO AO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO MARANHÃO e o Edital n° 004//2017 de VALORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO MESTRES E MESTRAS DA CULTURA POPULAR E TRADICIONAL DO MARANHÃO.
Entende-se por Patrimônio Cultural Imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana (Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, 2006).
Mestre e Mestra da Cultura Popular e Tradicional é a pessoa física que detenha notório conhecimento, longa permanência na atividade e capacidade de transmissão de saberes, celebrações e/ou formas de expressões culturais tradicionais e que seja reconhecida por sua própria comunidade como herdeira dos saberes e fazeres da tradição.
E, Cultura Popular são práticas culturais, fundadas na tradição e que se expressem a identidade cultural e social de um determinado grupo ou comunidade. Suas formas compreendem, entre outras, a língua, a literatura, a música, a dança, os jogos, a mitologia, os rituais, os costumes, o artesanato e outras artes. A cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração a geração, principalmente, pela oralidade ou pelo exemplo.
O Edital de Apoio Patrimônio Imaterial do Maranhão tem o objetivo de fomentar pesquisas voltadas ao patrimônio cultural imaterial com vistas à sua valorização, preservação, salvaguarda e divulgação no âmbito do Estado do Maranhão e é destinado à Doutores (as), Mestres (as) e Especialistas com linhas de trabalho na área.
Para este Edital, recursos financeiros no valor total de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) oriundos do tesouro estadual alocados no orçamento da FAPEMA, na fonte FOMPESQUISA.
Já o Edital de Valorização e Reconhecimento de Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão tem a finalidade de reconhecer e valorizar os detentores dos conhecimentos e expressões culturais populares e tradicionais que, por seus saberes e pelas suas formas de expressão, preservam a história e a memória maranhenses, fortalecem o sentimento de identidade e pertencimento, por meio de premiação aos Mestres e Mestras da cultura maranhense.
Para Edital de Mestres e Mestras os foram disponibilizados recursos financeiros no valor total de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) oriundos do tesouro estadual alocados no orçamento da FAPEMA, na fonte DIVUCENTER. Por meio do Prêmio Mestres e Mestras da Cultura Popular, o Governo do Maranhão outorgará à o título de MESTRE OU MESTRA DA CULTURA POPULAR DO MARANHÃO e premiará em dinheiro no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a 10 (dez) Mestres (as), em vida, nas categorias:

a) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA BUMBA-MEU-BOI
b) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA TAMBOR DE CRIOULA;
c) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA CAPOEIRA;
d) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA FESTAS RELIGIOSAS TRADICIONAIS;
e) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA DANÇAS POPULARES;
f) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA BLOCO TRADICIONAL;
g) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CATEGORIA ARTESANATO TRADICIONAL;
h) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / MÚSICA POPULAR MARANHENSE;
i) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / CULINÁRIA TRADICIONAL;
j) Mestre ou Mestra da Cultura Popular e Tradicional / GRIÔS DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA – POVOS TRADICIONAIS DE TERREIRO.
Para o Secretário de Cultura e Turismo do Maranhão, Diego Galdino, “As políticas de preservação no Maranhão estiveram por muito tempo centradas em monumentos, edificações, peças arqueológicas e obras de arte. Com os Editais o Governo do Maranhão de fato amplia essa atenção para o nosso patrimônio imaterial: tradições e expressões orais, incluindo idioma, expressões artísticas, práticas sociais, ritos e atos festivos, comportamentos e técnicas artesanais tradicionais e proporciona valorização e protagonismo aos detentores desses saberes”.
O evento de lançamento dos Editais acontecera dia 14 de março, às 8h 30 no Auditório Poeta Nauro Machado, no Convento das Mercês – Praia Grande. Na ocasião serão detalhadas as normas do edital que contemplarão todo o território maranhense.
EVENTO – Lançamento dos Editais de valorização de Apoio â pesquisa sobre Patrimônio Cultural Imaterial Maranhense e de Valorização e Reconhecimento de Mestras da Cultura Popular e Tradicional do Maranhão.
QUANDO – Dia 14 de março de 2017, terça-feira.
HORÁRIO - 8h 30 (manhã)
ONDE – Auditório Poeta Nauro Machado, Convento das Mercês, Praia Grande. São Luis – Maranhão.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



A política pública só é pública se houver participação social. Isto é, as engrenagens das estruturas operativas do planejamento cultural só são identificadas de forma precisa se auferidas na fonte primária: o fazedor, o brincante, o detentor, o produtor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

LANÇAMENTO DO CD DO TAMBOR DE CRIOULA ARTE NOSSA



Fortalecimento da Cultura Popular Tradicional do Maranhão

Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão

RELEASE
Dia: 19 de agosto 2016
Hora: 19 horas.
Local: Praça Nauro Machado – Praia Grande / São Luis – Maranhão

O Tambor de Crioula do Maranhão é uma expressão da cultura popular tradicional marcada pela herança afrodescendente. Reconhecido pelo Governo Brasileiro em 2007 como PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN o Tambor de Crioula do Maranhão é um misto de fé, devoção, diversão e espetáculo. Formado por coreiros e coreiras a manifestação se caracteriza por uma dança circular ritmada pelo toque de três tambores e dançada só por mulheres com belas saias coloridas remontando a memória da ludicidade das senzalas no período escravocrata que aliviavam o sofrimento.
O Grupo de Tambor de Crioula Arte Nossa nestes 13 anos de existência prima pela originalidade e tradição da manifestação tambor de crioula mas também realiza um trabalho de inclusão social pela cultura.
O grupo Arte Nossa é um ponto de cultura oficial no Estado com vários prêmios nacionais o Grupo de Tambor de Crioula Arte Nossa realiza um trabalho sociocultural com crianças em risco social na educação complementar, na formação para cidadania e principalmente na valorização da cultura através do fortalecimento e valorização da identidade para preservação da herança cultural do Tambor de Crioula.
Assim, o Grupo de Tambor de Crioula apresenta mais um resultado do trabalho de salvaguarda (promoção e preservação) do Tambor de Crioula do Maranhão com lançamento do seu primeiro CD sobre as toadas (cantigas) bem como percussão da manifestação. O CD é um produto do Prêmio FUNARTE de música brasileira.
O evento contará ainda com outras expressões da cultura tradicional maranhense:
Bumba Meu Boi de Zabumba Unidos Venceremos
Bumba Meu Boi União da Baixada sotaque da Baixada
Bumba Meu Boi da Pindoba Sotaque da Ilha
Tambor de Crioula de Dona Seguins.
O evento também contará com Mostra Artesanal do Maranhão pelo Programa Artesanato Brasil no Maranhão – PAB.
Contamos com todos e “Viva São Benedito”
Coordenação: Júnior Catatau e Simei Dantas
Apoio Cultural: SECTUR - MA / SECULT – São Luis

domingo, 22 de maio de 2016

FESTA DO DIVINO DO MARANHÃO



A festa do Divino Espírito Santo é um ritual do Catolicismo que possui características específicas em diferentes regiões. No Maranhão apresenta características marcantes e bastante peculiares a presença marcante de mulher es - as caixeiras, que tocam instrumentos musicais denominados caixas do Divino. Tem sua maior representação em Alcântara, município maranhense, mas ocorre um grande número e casas na Capital São Luis. A época de realização da festa varia com as casas, iniciando-se a partir do domingo de Pentecostes – entre maio e junho, e continuando até inícios do ano seguinte. Segundo estimativas do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, órgão vinculado a Secretaria de Estado da Cultura, são realizadas anualmente mais de uma centena de festas do Divino em São Luís. Algumas poucas pessoas também organizam a festa em suas casas.

As caixeiras constituem elemento imprescindível e típico da festa do Divino no Maranhão. São senhoras idosas com o encargo de tocar caixas e entoar cânticos, repetidos de cor ou improvisados, em louvor ao Divino Espírito Santo. Costumam fazer isso por promessa ao longo da vida e vinculam-se a um grupo de seis a dez ou mais pessoas, que anualmente toca em diversas casas, sob a liderança da caixeira régia, ajudada pela caixeira mor. Normalmente as caixeiras não recebem remuneração, mas são muito valorizadas. Recebem alimento, algum dinheiro para transporte, vestimentas iguais em algumas festas e são agradadas com presentes e mantimentos. Além de tocar e cantar, elas dançam com as bandeireiras diante do trono e do mastro.



A abertura da tribuna, o buscamento e o levantamento do mastro são etapas preparatórias da festa que, como vemos, é extremamente ritualizada. A abertura da tribuna é um ritual quase privado, do qual participam poucas pessoas envolvidas. É realizado numa tarde de domingo durante algumas horas, geralmente no Domingo de Páscoa, após o Sábado de Aleluia; no domingo seguinte, dito da Pascoela; ou algumas semanas antes da data da festa. Nesse ritual aparecem, de modo evidente, vários outros símbolos da festa, como a pomba, a coroa, as caixas e bandeiras, que são colocados diante ou sobre o altar católico do terreiro ou na tribuna. As caixeiras se reúnem com o império, usando ainda roupas comuns e iniciam os toques de abertura. Parentes das crianças acertam detalhes e preparativos, combinando dias e encargos das visitas.



O buscamento do mastro costuma ser realizado num do mingo antes do início da festa. O mastro, colhido previamente pelo doador em pagamento de promessa, é levado para uma casa próxima. O buscamento constitui um ritual predominantemente masculino, realizado por homens amigos da casa, que se reúnem para carregá-lo, distribuindo-se bebidas alcoólicas e fazendo brincadeiras com conotações eróticas relacionadas a elementos fálicos. As caixeiras, o império, familiares e pessoas da casa acompanham o cortejo, tocando e cantando salvas alusivas ao fato, até o mastro ser colocado no local onde será erguido. Nos dias seguintes ele é preparado com folhagens e frutas, ou lixado e pintado, para ser levantado na frente ou nos fundos da casa. Uma das funções explícitas do mastro é assinalar, no bairro, que aquela casa está organizando uma festa importante. Como está próxima, combina-se com os pais das crianças e os organizadores os últimos detalhes sobre decoração, vestimentas e comidas. Pintado com cores da festa e com seu nome ou enfeitado com murtas, folhagens, frutas e bebidas, o mastro é encimado pelo mastaréu, com bandeira, com símbolos do Divino ou do santo comemorado, e, no topo, coloca-se uma pequena pomba esculpida em madeira. No mastaréu coloca-se sempre um bolo de tapioca. As caixeiras, o império, os padrinhos e outros encarregados batizam o mastro antes de ser erguido, dando voltas ao seu redor com vela, toalha, rezas e cânticos. Algumas vezes, nesse dia, durante a ladainha, também se batizam novas caixas que serão utilizadas na festa.




O levantamento do mastro assinala o começo da festa. É feito à noite, com ladainha, batismo, padrinhos, império, caixeiras, música e grande animação, reunindo bastante gente. A cerimônia do levantamento exige perícia e coordenação do trabalho de vários homens, encarregados de cavar o buraco e erguer o mastro com cordas e escadas. Costuma-se servir bolo, mingau, café e refrigerantes. A partir desse dia, intensificam-se os preparativos da festa com o preparo de doces e comidas, pintura da casa, arrumação do trono e das tribunas e todos os últimos detalhes. Quando o mastro está erguido e a casa está em festa, é costume haver, diariamente, uma salva de caixas ao amanhecer, ao meio dia e ao anoitecer, denominadas de alvoradas. Também costumam ser realizadas, nesse período, duas ou três visitas às casas dos mordomos e do império, com oferta de doces e refrigerantes.

A antevéspera e a véspera da festa são dias de trabalho intenso. Matam e salgam bichos de quatro pés, geralmente vários porcos e até boi; muitas galinhas e patos e se prepara grande parte da comida. Diversas pessoas passam a noite cozinhando, confeitando bolos, na decoração de mesas, do altar e dos tronos ou tribuna. Na manhã do dia da festa, marca-se o encontro na igreja em que é celebrada a missa. As crianças comparecem, pela primeira vez, com as vestimentas do império, acompanhadas de seus familiares. As caixeiras assistem à missa com grande número de acompanhantes e freqüentadores. Até inícios dos anos oitenta era comum, em São Luís, as caixeiras deixarem as caixas na porta da igreja. Hoje costumam entrar com as caixas, algumas vezes tocam uma salva no fim da missa e tiram fotos com o império ao lado do padre.


Após a missa, realiza-se um cortejo solene até a casa da festa. Consegue-se ônibus para levar e trazer o pessoal até parada próxima, de onde, na volta, o cortejo continua até o terreiro, acompanhado alternadamente pelo toque das caixeiras e algumas vezes por banda de música, desfilando com pompa, precedido por criança s que agitam bandeiras com símbolos do Divino e cores da festa. Soltam-se foguetes no caminho, sendo todos recebidos, solenemente, na porta da casa. Chegando da igreja, o império saúda o mastro, é instalado na tribuna e saudado pelas caixeiras. Costuma-se servir chocolate com bolo aos presentes.



A derrubada do mastro é uma das etapas rituais importantes que assinalam a finalização da festa. Costuma ser feita no início da noite do segundo dia, seguida ou antecedida por ladainha solene. Com toques de caixas e a presença do império, o mastro é derrubado por vários homens, acompanhado por vivas, palmas e fogos de artifício. Como o levantamento, a derrubada exige perícia dos homens encarregados desse serviço. Geralmente ficam suados, tiram a camisa e demonstram orgulho pelo trabalho árduo que executaram, observados pelas mulheres, crianças e pelo público, acompanhado de aplausos, toques de caixas e da banda de música. Após a derrubada, o mastaréu e a bandeira são entregues, pela organizadora, aos futuros padrinhos do mastro no próximo ano.

Depois, as caixeiras se reúnem diante da tribuna para proceder a entrega das posses do império aos próximos imperadores e mordomos, com toques, cânticos e lágrimas das crianças que deixam os cargos. O fechamento da tribuna assinala o término da festa, com as caixas sendo arriadas ao chão.






sexta-feira, 8 de abril de 2016

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO MARANHÃO SE REÚNE EM SÃO LUIS



Nos dias 23 e 24 de março de 2016, os membros do plenário do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão - CONSEC, reuniu-se no Auditório Casa do Poeta, no Museu da Memória Republicana, Convento das Mercês, para deliberar os rumos da condução da política cultural Maranhense em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e contou com a presença dos gestores da pasta e do próprio Secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino, nos dois dias.
O Secretário, em suas falas ratificou o compromisso de uma gestão transparente, democrática e inovadora onde o CONSEC é elemento fundamental na condução do processo.
"Penso que nenhuma política pública é eficiente, democrática e exequível sem a participação popular, e o Maranhão tem a peculiaridade de apresentar uma das maiores diversidade de linguagens na área, por isso o Conselho Estadual de Cultura que é a instância legítima de representação e controle social" afirmou o Secretário.

Entre as decisões foram aprovada 01 resolução e publicadas 02 portarias com a finalidade de subsidiar a gestão.
O presidente do CONSEC disse que o Conselho atuará de forma parceira mas irá cumprir sua prerrogativas regimentais que é de deliberação, normatização, consulta e fiscalização já que o CONSEC são os ouvidos e a voz da comunidade cultural do Estado.



RESOLUÇÃO Nº 001/2016

O CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO MARANHÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais e que lhe são conferidas no art. 1º, e art. 2º, parágrafo IX, da Lei nº 8.319, publicada em 12 de dezembro de 2005, do Decreto nº 24.720 de 03 de novembro de 2008, e Decreto nº 29.346 de 09 de setembro de 2013;

CONSIDERANDO que a Política Pública para a área da Cultura deva promover diálogos interculturais, nos planos local, regional, nacional e internacional, observando as diferentes concepções de dignidade humana, presentes em todas as culturas, como instrumento de construção da paz, moldada em padrões de coesão, integração e harmonia entre os cidadãos, as comunidades, os grupos sociais, os povos e nações;

CONSIDERANDO o direito das populações maranhenses à diversidade cultural e em prol do incentivo a todos que fazem a cultura como forma de desenvolvimento sustentável;

CONSIDERANDO que deve-se democratizar o acesso e garantir a inclusão das manifestações culturais do Maranhão nos projetos e eventos institucionais promovidos pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão;
CONSIDERANDO ser premissa à Política Pública para a área da Cultura promover e proteger as infinitas possibilidades de criação simbólica expressas em modos de vida, crenças, valores, práticas, rituais e identidades;

R E S O L V E:
Art. 1º Ficam instituídas as Câmaras Técnicas para subsidiar a definição de políticas públicas para cultura para os segmentos culturais representados no CONSEC:
I - Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo)
II – Música
III – Audiovisual, Artes Visuais
IV – Memória e Documentação, Livro e Literatura
V – Culturas Populares, Culturas Tradicionais e Patrimônio Cultural

Art. 2º Ficam instituídos os Grupos de Trabalho formado por membros do CONSEC para subsidiar tomada de decisão sobre temas transversais relacionadas à área cultural:
I - Legislação (Implementação e monitoramento do Plano Estadual de Cultura, Revisão do Regimento Interno do CONSEC, Revisão da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Lei Criação do CONSEC);
II - Acompanhamento de Políticas Públicas
III - Avaliação e acompanhamento de projetos institucionais

Art. 3º O CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO MARANHÃO baixará Portaria nomeando os membros que comporão a Comissão de que trata a presente Resolução, a partir de indicação dos seus membros.
Art. 4º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

São Luís, 24 de março de 2016.


WYBSON JOSÉ PEREIRA DE CARVALHO
Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão



PORTARIA Nº 001 DE 24 DE MARÇO DE 2016

O PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO MARANHÃO - CONSEC, no uso de suas atribuições legais e regimentais e que lhe são conferidas no Decreto nº 29.346 de 09 de setembro de 2013,

R E S O L V E:

Art. 1º Designar os membros para compor as Câmaras Técnicas do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão CONSEC:
I - Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo)
Manoel Marcos França Silva, Valdiner Barros Costa, Juliércio Jander Diniz Azevedo, Telvany Frazão de Araújo, Imira Reis Brito, Edvan da Silva Oliveira

II – Música
Carlos Magno Costa dos Santos, Armando Nobre da Silva, Vanessa Barbosa Leite, Ricardo Tamanini, Celso Rodrigo Gonçalves Reis

III – Audiovisual, Artes Visuais
Claudyo Jackson Damasceno Simão, Cleonildes Beserra de Magalhães

IV – Memória e Documentação, Livro e Literatura
Wybson José Pereira de Carvalho, Maria Cléa de Jesus Barros, Paulo Roberto Campos Lima, José Roberto Almeida, José Roberto Almeida, Thiago Gomes Viana, Carlos Wellington Soares Martins

V – Culturas Populares, Culturas Tradicionais e Patrimônio Cultural
Firmino Inacio Fonseca Neto, Francinete Santos Braga, Pedro César Santos Sousa, Renilson Ribeiro Pereira, Caroline Karla Cruz Peixoto, Osório Mendes Neto, Mauro André Viana Pinto, José Augusto Silva Serra, Raphael Gama Pestana, Alfredo Alves Costa Neto
Art. 4º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

DÊ-SE CIÊNCIA,
PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE
CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA, EM SÃO LUÍS, 24 DE MARÇO DE 2016.
WYBSON JOSÉ PEREIRA DE CARVALHO
Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão


PORTARIA Nº 002 DE 24 DE MARÇO DE 2016

O PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO MARANHÃO - CONSEC, no uso de suas atribuições legais e regimentais e que lhe são conferidas no Decreto nº 29.346 de 09 de setembro de 2013,

R E S O L V E:
Art. 1º Designar os membros para compor as Grupos de Trabalho do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão CONSEC:
I - Legislação (Implementação e monitoramento do Plano Estadual de Cultura, Revisão do Regimento Interno, Lei de incentivo e Lei do Conselho):
Wybson José Pereira de Carvalho, Maria Cléa de Jesus Barros, Thiago Gomes Viana, José Roberto Almeida, Imira Reis Brito, Carlos Magno Costa dos Santos
II - Acompanhamento de Políticas Públicas:
Renilson Ribeiro Pereira, Osório Mendes Neto, Pedro César Santos Sousa, José Augusto Silva Serra, Ricardo Tamanini, Marcos Jânio de Sousa (Márcia Jane),
III - Avaliação e Acompanhamento de Projetos Institucionais;
Juliércio Jander Diniz Azevedo, Claudyo Jackson Damasceno Simão, Valdiner Barros Costa, Telvany Frazão de Araújo, Edvan da Silva Oliveira, Francinete Santos Braga, Mauro André Viana Pinto, Cleonildes Beserra de Magalhães, Manoel Marcos França Silva, Armando Nobre da Silva, Paulo Roberto Campos Lima, Caroline Karla Cruz Peixoto, Firmino Inacio Fonseca Neto, Carlos Wellington Soares Martins


Art. 2º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

DÊ-SE CIÊNCIA,
PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE
CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA, EM SÃO LUÍS, 24 DE MARÇO DE 2016.
WYBSON JOSÉ PEREIRA DE CARVALHO
Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão

CRIME BÁRBARO CONTRA ARTISTA MARANHENSE



A bailarina Ana Lucia Silva Duarte (foto) foi assassinada na madrugada deste sábado, 26 de março, no km 15 da BR-135.

Ana Duarte era uma pessoa querida na comunidade de artistas e produtores culturais de São Luís.

Ela foi vítima de latrocínio (assalto seguido de morte) em um dos trechos de quebra-molas e buracos da rodovia.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Atuação do GTIT contribui para a preservação das tradições dos Povos de Terreiros



Testemunhos da resistência cultural, os terreiros são tidos como espaços sagrados para as comunidades tradicionais de matriz africana. De acordo com a professora Márcia Sant’Anna, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), essa forma de organização religiosa constituiu-se no Brasil, a partir do século XIX, como uma das principais fontes de informação histórica e cultural sobre o processo de construção da sociedade brasileira.

Os terreiros abrigam, ao longo dos séculos, um universo simbólico rico em tradições. São danças, cantos, poesias (oriquis), mitos, rituais e organizações espaciais que mantêm vivas as memórias ancestrais.

Cumprindo o papel para preservar e salvaguardar os bens culturais brasileiros, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou, em 2013, o Grupo de Trabalho Interdepartamental para Preservação do Patrimônio Cultural de Terreiros (GTIT). A iniciativa se fez necessária, devida a inexistência de políticas de patrimônio cultural voltadas às manifestações e a crescente identificação e proteção relativas aos bens culturais dos povos e comunidades de matriz africana.

Com o objetivo de aproximar os servidores dos assuntos abordados, foram definidas ações prioritárias ao GTIT, como a capacitação dos servidores do Iphan que lidam diretamente com o tema; elaboração de nota técnica para orientação de processos de tombamento e/ou registro; apoio ao cumprimento das metas assumidas no Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana 2013-2015; e suporte para conclusão dos processos de tombamento abertos.

Dessa maneira, desde junho de 2015, a primeira parte deste projeto tem sido executada. Para compreender o funcionamento e a estrutura desses lugares de culto, conhecidos como terreiros, roças, casas, ilês e outros ambientes indispensáveis às práticas religiosas desses grupos, o GT vem promovendo a Capacitação Interna para Gestão do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais.



VEJA O VÍDEO EM https://www.youtube.com/watch?v=dNpa3xFIED8

Com o debate sobre políticas de preservação do patrimônio cultural aplicadas ao universo das tradições de matriz africana, Márcia Sant’Anna, que já atuou no Iphan também, participou da aula inaugural de capacitação. E respondeu a uma das dúvidas mais corriqueiras: “por que os terreiros são patrimônio?”. Nas palavras dela, “os terreiros são um bem cultural completo, ali estão elementos materiais, naturais e imateriais do patrimônio”.

Conversas coordenadas com representantes de nove tradições tiveram continuidade ao longo dos meses. Participaram as nações Keto, Angola, Egungun, Jarê, Jurema Sagrada, Xambá, Jêje, Nagô, Tambor de Mina e Batuque, encerrando 2015 com dez encontros de capacitação que trouxeram contribuições para a elaboração de diretrizes para identificação e reconhecimento do patrimônio cultural dos povos de terreiros pelo Iphan.

Tombamento e INRC
Uma das metas do Plano 2013-2015 é em relação ao acompanhamento de processos de tombamento dos terreiros existentes no Brasil, juntamente, com a produção do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC). O GTIT trabalhou em dois processos de tombamento que foram tombados:

Terreiro de Candomblé Casa de Oxumaré (Salvador/BA)

Terreiro Seja Undê – Roça do Ventura (Cachoeira/BA) E está em fase de conclusão de mais dois:

Terreiro Omo Ilê Aboulá (Itaparica/BA) será apreciado pelo conselho na próxima reunião no dia 25 de novembro de 2015.

Terreiro Obá Ogunté - Sítio Pai Adão (Recife/PE)

Também foram realizados inventários que mapearam casas de terreiros como as do Distrito Federal, além de outras ações que estão em andamento em outros estados. Isso possibilita uma compreensão da diversidade relacionada às diversas regiões do território nacional.

Gestão Integrada do patrimônio cultural do povos de terreiros
Está em andamento o Curso de extensão em gestão e salvaguarda do patrimônio cultural de terreiros. O curso visa proporcionar o aprofundamento das reflexões acerca da salvaguarda compartilhada do patrimônio cultural, tendo como eixos de formação as noções de territorialidade, gestão do patrimônio, sustentabilidade, residência social e a construção de planos de preservação. Além disso, fortalece o intercâmbio e as redes de solidariedades entre as comunidades de terreiro que, atualmente, são acompanhadas por instituições de salvaguarda do patrimônio cultural, como o Iphan e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), e outros parceiros, como é o caso da UFBA que vem atuando na implantação de políticas de gestão integradas.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares - adelia.soares@iphan.gov.br
Gabriela Sobral Feitosa - gabriela.feitosa@iphan.gov.br
(61) 2024-5461 / 2024-5463/ 2024-5459

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MARANHENSES VEJAM ISSO....INADIMISSÍVEL



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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FESTA DE BOI DE TERREIRO NO MARANHÃO



Em 2011 o bumba meu boi foi registrado como patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial, foi registrado na categoria CELEBRAÇÕES, a manifestação é um misto de festa devoção teatro dança musica e fé.
Para além dos circuitos culturais populares a festa do boi está nos terreiros de tradição afro-brasileira. São os "bois de encantado" estes também compõe o complexo cultural registrado a festa traz a comunidade para o universo simbolico e tradicional dos espaços identitários das casas de santopelo viés da cultura os terreiros fomentam a preservação e difusão de suas formas de expressão.



(Babalorixá Pai Airton de Ogun)



(Mourão do Boi na frente do Terreiro)

Ontem, 20.09.2015 o quilombo Bairro da Liberdade em São Luis - MA esteve em festa foi realizado Ritual se morte do Boi Orgulho de Codó do terreiro do Pai Airton com a participaçao do Batalhao do Bairro de Fatina e do Cantor Roberto Ricci.